Metodologia
Esta página explica de onde vêm os números do Observatório, o que conta como uma decisão favorável, e os limites do que esses números conseguem mostrar.
De onde vêm os dados
Os números vêm de um arquivo que a Krohn gera a partir do banco de dados do Jurimetria e atualiza toda semana. Esse arquivo traz só contagens agregadas — quantas decisões, de que tipo, em que mês ou ano, quantas delas foram favoráveis. Ele não tem o texto de nenhuma decisão, e não tem nome de nenhuma das partes envolvidas, só o nome do relator (ministros são autoridades públicas, por isso aparecem).
A versão atual cobre STF e STJ, com 11.957.116 decisões, de 1892 a 2026, atualizada em 23 de setembro de 2026. O site inteiro é gerado a partir desse arquivo: trocar o arquivo e publicar o site de novo atualiza todos os números automaticamente, sem edição manual em nenhuma página.
O que conta como decisão favorável
Essa definição não é nossa — vem de como a Krohn já classifica cada decisão na fonte, e é o texto exato que aparece em toda tela do Observatório que mostra uma taxa:
Favorável = resultado concedido, provido ou parcial, conforme campo estruturado da fonte (STJ: teor; STF: andamento), refinado pelo dispositivo quando lido.
Limitações
- Decisões antigas têm um resultado menos confiável. Em boa parte do acervo mais recente, o resultado vem de um campo estruturado do tribunal (o "teor", no STJ; o "andamento", no STF). No acervo antigo, esse campo nem sempre existe, e o resultado precisa ser lido do texto da própria decisão — um processo com mais chance de erro do que ler um campo já pronto.
- A cobertura varia por período. O STJ só existe desde 1988; antes disso, qualquer dado é do STF. E mesmo dentro de cada tribunal, quanto mais antiga a década, menor costuma ser a cobertura e mais inconsistente o registro — os números de décadas recentes são mais completos e mais confiáveis do que os do início do século passado.
- Matéria pode vir sem informação. Quando o tribunal não registrou a matéria de uma decisão, o Observatório mostra "Sem matéria informada" — que é diferente de "Outras matérias", usado quando o tribunal registrou a matéria, só que numa categoria que não é nenhuma das comuns.
- Classes com grafia diferente foram unificadas. O mesmo tipo de processo às vezes aparece escrito de formas diferentes na fonte (por exemplo, "REsp" e "RESP"). O Observatório junta essas grafias numa só, escolhendo a mais usada como forma oficial.
Como lidamos com essas limitações
- Base pequena. Um recorte com menos de 30 decisões não mostra porcentagem — mostra o texto "base pequena". Com poucos casos, um punhado de decisões muda o número inteiro, e uma porcentagem ali passaria uma precisão que não existe.
- Mês e ano em andamento. O período mais recente de cada recorte ainda está sendo publicado pelo tribunal quando o arquivo é gerado — decisões monocráticas costumam sair antes das colegiadas, então a taxa desse período tende a estar artificialmente baixa. Os gráficos marcam esse trecho de forma diferente (linha tracejada ou barra mais clara) e avisam no texto ao lado.
- Nenhuma taxa mistura tipos de processo diferentes. Um recurso especial (REsp) e um agravo (AREsp), por exemplo, podem ter taxas bem diferentes entre si — somar os dois numa taxa só esconderia essa diferença em vez de mostrar. Por isso toda taxa do Observatório é sempre de uma classe específica, nunca de um tribunal inteiro somando todas as classes.
Veja os casos de verdade
O Observatório mostra só números agregados. Para pesquisar decisões específicas, com ementa, inteiro teor e link oficial do tribunal, conheça o Jurimetria.
Conhecer o Jurimetria